24 de junho de 2017

Jovem avalia sociedade como pouco ética e julga não poder mudar cenário


João Wainer - 11.out.17/Folhapress
Pessoas compram produtos pirata na região da Lapa; jovens identificam prática como antiética
Pessoas compram produtos pirata na região da Lapa; jovens identificam prática como antiética
"O meio em que vivemos não é nada favorável à adoção de ações éticas". A afirmação do presidente executivo do Instituto Etco, Edson Vismona, resume o que os jovens pensam sobre ética no Brasil.
Segundo pesquisa feita pela entidade, em parceria com o Datafolha, 90% dos brasileiros de 14 a 24 anos avaliam a sociedade como pouco ou nada ética, enquanto apenas 4% a consideram muito ética.
Os números melhoram pouco quando a análise passa para pessoas próximas do convívio pessoal do entrevistado, mas 74% ainda considerem os amigos pouco ou nada ético e 54%, os familiares.
Segundo o instituto, as denúncias de corrupção na política são uma das justificativas para a avaliação negativa da sociedade, mas outros exemplos de falta de ética foram levantados, mais próximos dos jovens, como o uso de identidade falsa para entrar na balada e os casos de bullying que veem na escola.
Ao serem questionados sobre sua própria conduta, 38% deles se consideram muito éticos, 54% pouco e 3% nada éticos. Os números são mais otimistas, mas a maioria diz concordar que é impossível manter a conduta o tempo todo.
O instituto responsável aponta que a pesquisa mostra um cenário preocupante, mas ressalta que metade desses jovens tem consciência das atitudes que podem influenciar a sociedade positivamente. "É verdade que eles compram produtos pirateados em razão do preço, mas 72% sabem que deixar de comprá-los tornaria o Brasil mais ético", destaca Vismona.
A pesquisa elenca algumas medidas para melhorar a sociedade, destacando as conversas sobre ética –defendida por 61% dos entrevistados. Nesse sentido, o instituto já desenvolveu um site (www.eticaparajovens.com.br ) para orientar professores a abordar a ética nas salas de aula.

Segundo o instituto, as denúncias de corrupção na política são uma das justificativas para a avaliação negativa da sociedade, mas outros exemplos de falta de ética foram levantados, mais próximos dos jovens, como o uso de identidade falsa para entrar na balada e os casos de bullying que veem na escola.
Ao serem questionados sobre sua própria conduta, 38% deles se consideram muito éticos, 54% pouco e 3% nada éticos. Os números são mais otimistas, mas a maioria diz concordar que é impossível manter a conduta o tempo todo.
O instituto responsável aponta que a pesquisa mostra um cenário preocupante, mas ressalta que metade desses jovens tem consciência das atitudes que podem influenciar a sociedade positivamente. "É verdade que eles compram produtos pirateados em razão do preço, mas 72% sabem que deixar de comprá-los tornaria o Brasil mais ético", destaca Vismona.
A pesquisa elenca algumas medidas para melhorar a sociedade, destacando as conversas sobre ética –defendida por 61% dos entrevistados. Nesse sentido, o instituto já desenvolveu um site (www.eticaparajovens.com.br ) para orientar professores a abordar a ética nas salas de aula.

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