26 de junho de 2017

College Students Want to Talk About Sex. They Just Don’t Know How.

Photo
CreditManon Debaye/Haute école des arts du Rhin
Fear of sexual assault on college campuses is twofold: Many students are afraid of being victims of assault, while others are terrified of being accused of it.
If that sounds ridiculous, consider this: Apps have popped up in recent years that allow students to sign virtual consent forms before engaging in intimate encounters. The contract on SaSie, one such app, prompts consenting parties to fill in their names and e-signatures, and add pictures of their photo IDs so as to provide “a legally binding modicum of evidence for students and adjudicators.”
Clear communication in sexual encounters is paramount and the stakes are high. Nonconsensual sex is rape. But it’s ridiculous to think that consensual sex should require a legal contract.
This is not the way for students to get clarity on healthy sex. If we are going to change a culture of normalized drunken hookups and damaging acts of sexual violence, we must get to the roots of the problem: communication and education.
Continue reading the main story
Most colleges and universities require that freshmen and other new students attend orientation workshops to familiarize them with guidelines for consent, a term that is often narrowly defined to avoid confusion. Sex, our administrators and peer leaders tell us, requires verbal positive affirmation at each progressing stage of physical intimacy.
This is not a bad way to define consent, but it overlooks emotional intimacy and vulnerability entirely. When gymnasiums full of relatively inexperienced undergraduates hear an administrator explain “No means no” over a microphone, no matter how intently we pay attention or how much we agree with that statement, we are not receiving guidance on language that will help us communicate with future partners. Consent workshops can be as impersonal and utilitarian as an SAT prep book: fact-based, transactional, generalized and devoid of human emotion.
As a transfer student at Middlebury College, I sat through two such orientations and several mandatory forums about sex on campus. It was uncomfortable.
But I can see the connection between these awkward seminars and the rise of swipe-for-consent apps: Both are the outcome of a culture completely out of touch with healthy communication about sex, especially when it comes to educating young adults about it.
It’s not any school administration’s fault. There are no national guidelines for sex ed, and the curriculum for it varies greatly around the country, often from state to state. Fewer than half of the states require sexual education in public schools, and only 20 of them even require that it be medically, factually or technically accurate. Think about that.
To be clear, inaccurate sex ed isn’t to blame for all cases of sexual violence, which college-age women are three to four times more at risk of experiencing than all other women, according to a 2014 Department of Justice report.
Still, as young adults, we have no real guidance for modeling intimate behavior on anything other than the glamorized, highly choreographed sexual encounters we see on TV and in movies, music and pornography. Those media generally fail to include any language of consent at all. Nowhere are Americans exposed to the idea that talking to your partner before, during and after sex — regardless of whether you met five years or 15 minutes ago — makes sex better! Why is nobody teaching us that “great sex” happens when both partners are equally engaged in respecting and communicating their expectations?
To address this intimacy gap in our language, my peers and I started the Consent Project at Middlebury. We invite speakers to address topics like pleasure, anatomy and masculinity. On weekends we host a “Morning-After Breakfast,” where students talk about sex and relationships without judgment. Every breakfast begins with an icebreaker — a game of sex and anatomy trivia to loosen up language around taboos — and then students break into smaller groups to air out personal confusions.
The idea is to identify, through group communication and brainstorming, what defines good and healthy sex. Our goal is to develop a shared idea of consent that encompasses self-advocacy, respect and mutual fulfillment — and not to treat it like a checkbox.
In Consent Project meetings, students bring up topics that don’t necessarily come up in school-sponsored consent workshops. They talk about drinking to overcome inhibitions, only to wake up the next morning feeling unfulfilled, unsure and sometimes even regretful about their choices. Both women and men admit to feeling inadequate and a pressure to “perform.” Women more often voice frustration over not having their own sexual needs met or respected, while men express anxiety about sexual rejection. There are many elements that add to students’ confusion, but the role that drinking and recreation drug use play cannot be overstated.
It may seem like a small thing, but these conversations actually do seem to make students more comfortable. There is always a healthy amount of laughter despite the seriousness of the conversations. We get a lot of feedback from students who say they feel willing — or even excited — to start talking about sex more openly.
The miscommunication that can lead to sexual violence, on campus and off, is not unavoidable. Absent reform in the K-12 system, students can help create safe environments and learn from one another. Teachers, administrators and the media tell us only part of the story. Let’s learn to talk openly and respectfully about sex, pleasure and our boundaries, in all the ways we individually define them.

Investimento social privado


Seus desafios e oportunidades em tempos de crise. É tempo de


 unir esforços

NECA SETUBAL E JOSÉ MARCELO ZACCHI*, O Estado de S.Paulo
26 Junho 2017 
A profunda crise em que o Brasil está inserido nos leva a refletir sobre a atuação dos diferentes agentes e instituições da sociedade tanto no nível governamental como empresarial e da sociedade civil. A sociedade contemporânea tem questionado os atores dessas diferentes instâncias na busca de mais participação, transparência e resultados, elementos que podem contribuir para o bem comum.
Nesse contexto se põe em debate o papel do investimento social privado – repasse voluntário de recursos privados de forma planejada, monitorada e sistemática para projetos sociais, ambientais e culturais de interesse público – e, dentro dele, instituições como o Grupo de Institutos, Fundações e Empresas (Gife), do qual acabamos de assumir a presidência do Conselho de Governança e a secretaria-geral, respectivamente.
A trajetória recente do Gife é rica em conquistas e realizações, com ampliação de caminhos para o fortalecimento contínuo do investimento social privado no Brasil e o aprofundamento do seu alcance e seu sentido público. Quando o investimento se alinha a esse sentido, torna-se plural e com a legitimidade reforçada, inserindo-se de forma plena na sociedade e contribuindo para a ampliação da capacidade de ação e de transformação coletivas.
Num momento de perplexidade diante de tantos malfeitos, publicados pelas mais diferentes mídias, torna-se fundamental o aprimoramento de parâmetros de governança, transparência e gestão para que o setor possa demonstrar sua capacidade de efetividade, profissionalismo, inovação e boas práticas, com a busca da equidade como eixo central de sua atuação para a construção de uma sociedade mais justa e sustentável.
Cultivar um espaço de diálogo entre diferentes setores, tanto do campo da sociedade civil como de governos, é também um importante papel a ser aprofundado pelo Gife num momento de intolerâncias e radicalismos crescentes.
Ouvir o outro, aceitar as diferenças e lidar com a heterogeneidade, a pluralidade de canais e atores não é tarefa fácil, mas pode e deve ser desenvolvida pelas instituições que atuam no campo social do investimento privado.
A complexidade do mundo atual exige uma atuação conjunta de parcerias entre os diferentes setores da sociedade para os resultados alcançarem maior escala e impactos positivos e mais sustentáveis na resolução de problemas.
Apoiar organizações de base e trazê-las para esse diálogo também é uma contribuição importante para uma sociedade civil inovadora, autônoma e vibrante. Nesse sentido, é fundamental fomentar o controle social e a participação na construção de políticas públicas, alcançando, assim, maior capilaridade, legitimidade e confiança perante a sociedade.
É ainda nesse marco, no qual as diferentes vozes da sociedade se fazem ouvir e buscam protagonismo, que o alinhamento entre o negócio e as fundações empresariais adquire maior relevância.
As empresas deparam-se com o debate sobre gênero, relações étnico-raciais, inserção de pessoas com deficiência, temas complexos com os quais o alinhamento com as iniciativas do investimento social pode gerar uma ampla contribuição, com base em suas experiências em programas e projetos focados na garantia de direitos.
Finalmente, a expansão do arco temático próprio da atuação do setor pode estar mais articulada de forma conjunta entre as fundações e os institutos com uma contribuição para a agenda pública, tendo como parâmetros os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS/ONU). Diante dos desafios trazidos pelas crises múltiplas que atravessamos, a ação conjugada sobre temas como cidades sustentáveis, gestão de recursos naturais, aprimoramento democrático e ampliação de oportunidades ganha luz e relevo e torna-se imprescindível para um novo horizonte de desenvolvimento compartilhado.
Todo esse contexto temático se conecta a uma questão prioritária para o País neste momento de crise econômica, política e social: o enfrentamento das desigualdades e a busca pela equidade. Nesse sentido, fundações, institutos e empresas devem ter a manutenção do investimento social e a visão de longo prazo como compromissos. Os desafios são enormes e não serão solucionados de forma isolada, mas manter esses dois princípios é uma forma de contribuir para que o tecido social não fique ainda mais esgarçado.
Desigualdades agudas aliadas à falta de políticas sociais não atingem só os grupos mais pobres e marginalizados. Elas causam falta de confiança nas instituições, insegurança generalizada, além de acabarem com as redes de proteção social e de reforçarem a baixa qualidade de serviços de saúde, educação e assistência social. É o momento de estabelecer diálogos, compartilhar experiências e unir esforços.
No Fórum Econômico Mundial de Davos deste ano, a diretora do Fundo Monetário Internacional, Christine Lagarde, depois da apresentação do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, enfatizou que a desigualdade social precisa estar no centro da atenção dos economistas se eles quiserem um crescimento sustentável e, como consequência, uma classe média forte. Para ela, o excesso de desigualdade impõe travas ao desenvolvimento sustentável.
Precisamos ter coragem para influenciar o debate público com estudos, pesquisas e criação de soluções que apoiem uma atuação na arena política não partidária de modo a construirmos uma sociedade mais dinâmica e democrática, com um projeto de futuro orientado pela paz, pela equidade e pela coesão social.

hélio schwartsman: A pão e água


SÃO PAULO - Desde 2013 defendo que as campanhas eleitorais passem a pão e água. Meu argumento era tipicamente racionalista. Como, em eleições, o nível de gastos não afeta a qualidade do produto –uma campanha mais cara não gera políticos melhores–, não haveria mal nenhum em limitar severamente o teto de despesas em que cada candidato pode incorrer. Ao contrário, haveria vantagens em fazê-lo, já que isso permitiria proibir as doações empresariais com o objetivo de reduzir a promiscuidade entre políticos e financiadores de campanha. Foi o que o STF fez em 2015.
O bonito na ciência é que, por meio da empiria, ela consegue ir além de nossos argumentos racionalistas, que são, por definição, limitados. Foi com satisfação, portanto, que li na Folha de 19/6 reportagem que mostra que um grupo de pesquisadores foi a campo e descobriu que impor limites mais estritos às campanhas faz bem para a democracia. A menor oferta de dinheiro não só não produziu alguns dos efeitos deletérios que os críticos da proibição imaginavam como atraiu mais postulantes para os postos em disputa e reduziu a chance de candidatos que estavam no poder se reelegerem –ou seja, aumentou o nível de competição.
Mais interessante, os economistas Eric Avis, Claudio Ferraz, Frederico Finan e Carlos Varjão, do National Bureau of Economic Research, dos EUA, chegaram a essas conclusões tomando por base um experimento natural ocorrido no pleito brasileiro de 2016, que, devido a nossas excentricidades regulatórias, apresentou um grupo de cidades em que o teto de gastos ficou limitado a algo em torno dos R$ 100 mil e outro em que os candidatos tiveram limites mais folgados. A descontinuidade permitiu aos pesquisadores analisar o efeito do dinheiro extra em disputas entre cidades de resto semelhantes e num mesmo momento político.
Leis mal desenhadas servem ao menos para produzir boas pesquisas. 

24 de junho de 2017

Ken Robinson: "La innovación depende de la posibilidad de poder cometer errores"


El especialista explica los cambios que vive el mundo del talento y por qué hay empresas a las que no les interesa tener personas creativas en su staff
PARA LA NACION
MIÉRCOLES 21 DE JUNIO DE 2017


Antes de subir al escenario de WOBI Bogotá 2017 para explicar -una vez más- que la creatividad es una condición de cualquier persona y que la búsqueda de innovación es imprescindible para cualquier empresa y organización, Ken Robinson exhibe toda la gentileza de caballero inglés y todo el humor y el magnetismo que lo caracterizan para responder una y otra vez sobre las repercusiones -aún constantes- del hit que lo hizo mundialmente conocido: la charla TED sobre las escuelas y la creatividad de 2006 que ostenta el título de ser la más vista en la historia de la organización, con más de 45 millones de vistas y material de consulta para escuelas, universidades y organizaciones que quieran ilustrar el papel de la creatividad en el desarrollo personal.
Ciertamente, no es su único logro: Robinson es considerado entre los pensadores de elite en innovación en el mundo porque ha dedicado toda su carrera a transformar las percepciones sobre la creatividad en negocios e instituciones educativas, así como en gobiernos, compañías del índice Fortune 500 y organizaciones culturales líderes. Autor de best sellers como El elemento: descubrir tu pasión lo cambia todo, su activo protagonismo en proyectos globales que conectan creatividad, educación y economía le valió el título de "sir" en 2003 por parte de la reina Isabel por su contribución a las artes.
Con carisma, pero también con un pensamiento agudo, analiza todos los ángulos desde donde el talento y la creatividad impactan en el presente de los negocios.
-Mucho se habla sobre cómo la automatización y la inteligencia artificial (IA) pueden avanzar sobre el mercado laboral. ¿Qué es lo que los humanos tienen para diferenciarse?
-En cuanto a IA o robótica, aún no está demasiado claro cómo van a evolucionar y qué tan rápido en los próximos 20 o 30 años, aunque sabemos que lo harán, definitivamente. ¿En qué cosas seremos buenos? En las cosas en las que ya somos buenos ahora, como puntualidad, eficiencia y reputación. La IA y los robots no tienen opiniones ni sentimientos por lo que hacen, hacen muy bien lo que tienen que hacer y nada más. Por ejemplo, hay un programa que resuelve un cubo de Rubik en menos de dos segundos, de manera que no tiene sentido seguir intentando resolverlo. Pero entre las cosas en las que sólo los humanos somos buenos por supuesto se destacan la creatividad y la innovación, la capacidad de ser adaptables y flexibles, de prestar atención a nuevas ideas y, por supuesto, habilidades blandas para socializar, como la empatía, la capacidad emocional de conectarse y entender. La necesidad de los negocios de desarrollar nuevos productos y servicios requiere una cualidad de sensibilidad cultural. Los drones, la IA y los robots en realidad tendrían que recordarnos a los humanos las cosas en las que somos buenos y únicos y nosotros deberíamos focalizarnos en eso. Se trata menos de sentir que vamos a desaparecer porque los robots se van a quedar con todo que de pensar que se quedarán con algunas cosas -como manufacturas y algunos puestos de servicios-, pero nos traerán de vuelta aquello en lo que somos buenos como humanos, y esto seguramente tendrá consecuencias en la educación, sin dudas.
-Cada vez más empresas, especialmente en Silicon Valley, buscan perfiles con buenas habilidades tecnológicas, pero no necesariamente con títulos universitarios. ¿Puede estar ocurriendo un cambio en la demanda de recursos donde los títulos ya no valen tanto?
-Tenemos un mundo que cambia rápidamente, por lo que es necesario cambiar nuestra visión del talento. Durante mucho tiempo ha habido una especie de contrato tácito entre la educación y el mundo del trabajo: si las escuelas y universidades hacían lo que tenían que hacer y las personas salían de allí con una cierta cualificación, ya estaban listas para conseguir un trabajo. Hoy no es así. Tengo contacto con muchos empleadores a los que realmente no les importa si tenés o no un título, lo que quieren saber es quién sos y qué podés hacer. Porque mucho de lo que necesitan en el negocio hoy no lo enseñan en las universidades. Esto no quiere decir que no haya que tener un título, soy un fanático de educarse lo más que uno pueda, pero esa relación automática entre universidad (formación) y trabajo se ha roto. En algunos casos los empleadores prefieren a alguien que no tiene un título porque les da una oportunidad de formarlo como quieren. Muchas compañías lanzan sus propias universidades enfocadas en los conocimientos que buscan en los empleados. No son antiacadémicas, sino prácticas.
-¿Piensa que a las compañías les interesa realmente tener personas creativas entre sus empleados?
-Depende. La creatividad puede ser inútil. En muchas compañías se sienten intimidados por las nuevas ideas; no deberían, pero así sucede. En parte se trata de entender qué es la creatividad. La imaginación es la capacidad de traer cosas que no están ni aquí ni ahora, especular. La creatividad es la imaginación puesta en práctica, al servicio del trabajo, es operacionalizar una idea que pueda dar valor agregado, se trata de una función de la inteligencia. Pienso que hay mucha gente que es hostil hacia la creatividad porque no llega a entender qué es, ¿por qué serías hostil hacia la alfabetización si entiendes lo que es o cómo funciona? Hubo un momento en el que las compañías tuvieron que hacer un gran esfuerzo para introducir las tecnologías de la información. Si fueras a una oficina 30 años atrás encontrarías que está llena de gente usando máquinas de escribir, teléfonos fijos, fumando y hablando todo el tiempo. Hoy, si vas a una oficina promedio hay filas y filas de computadoras y nadie habla con nadie, todos están en Facebook.
-Así como las escuelas y las universidades estigmatizan el error, ¿las empresas temen a la creatividad por el mismo motivo?
-El trabajo que hay que hacer es sobre managers y líderes para que entiendan el rol vital de la creatividad y el costo de penalizar a las personas por tener buenas ideas porque ellas dejarán de traerlas. Uno puede entender que sea así hasta cierto punto. Creatividad e innovación dependen de poder cometer errores. Tuve la oportunidad de trabajar con un premio Nobel de Química -uno de los científicos top a nivel mundial y un hombre brillante- y le pregunté: "¿Cuántos de tus experimentos fallaron?". "El 90%", me respondió. Pero agregó que "fallar" era una forma de verlo, porque se podía ser creativo en la búsqueda y en la investigación y en lo que descubrís que no funciona, porque llegar a un descubrimiento útil muy rápidamente no es lo que ocurre la mayoría de las veces. Thomas Edison intentó 2000 veces hasta poder dar con la bombilla de luz que funcionara. Si uno se encuentra en problemas por cometer errores no está listo para innovar, tiene que estar dispuesto a equivocarse. Todas las compañías tienen un margen de riesgo y error y hay que entender eso, hay ejemplos de sobra de compañías que desaparecieron por tomar el camino o la persona equivocada, tienen responsabilidad con sus empleados y con sus accionistas, entonces deben trabajar con cuál es su margen de tolerancia al riesgo. Si las empresas no pueden lidiar con el riesgo está bien, pero entonces que no esperen nada original.
-Pero si además no arriesgan pueden perder terreno o incluso desaparecer ...
-Las compañías viven vidas más cortas que el promedio de vida de las personas hoy. Lo que le pasó a Kodak, por ejemplo, no es que las personas hayan dejado de tomar fotografías, sino que cambió la forma de producción de esas fotos, de lo químico a lo digital. Ellos pensaron que lo digital sería una moda y no pudieron adaptarse o lo hicieron ya muy tarde. Las compañías son organismos vivos, por lo cual tienen una capacidad de adaptación. Lo que buscamos está muchas veces a nuestro alrededor, a veces no miramos al entorno donde está la respuesta. Los dos problemas de la innovación son identificar correctamente el problema y abrir la mente a encontrar una forma de solucionarlo. Las personas quieren innovación en las empresas, pero hay que crear condiciones para que eso ocurra.
-¿Qué rol concreto juegan los líderes en todo este proceso?
-Si una empresa quiere innovar, no significa que el líder tiene que tener todas las ideas, tiene que tener una cultura donde todos puedan aportar ideas. No es eficiencia necesariamente, aunque una buena innovación puede ser eficiente. La gente tiene ideas, pero necesita un espacio para decirlas. Las ideas usualmente vienen de un grupo de personas trabajando, colaborando, gente diversa, distinta. Colaboración, equipos dinámicos y creativos y un líder que facilite el intercambio. El rol del líder es desarrollar las habilidades de todos sus empleados. En cualquier lado de la organización puede haber creatividad, no en los que se suponen a priori. La creatividad no es una cosa única, es un set de habilidades que se pueden aplicar a cualquier cosa, hay matemáticos, ingenieros, diseñadores, periodistas creativos. Todo campo que involucre la inteligencia humana puede ser creativo. Es uno de los retos de los managers, encontrar talento creativo por lo que la persona es, no por cómo luce ni por el rol que tiene.

Jovem avalia sociedade como pouco ética e julga não poder mudar cenário


João Wainer - 11.out.17/Folhapress
Pessoas compram produtos pirata na região da Lapa; jovens identificam prática como antiética
Pessoas compram produtos pirata na região da Lapa; jovens identificam prática como antiética
"O meio em que vivemos não é nada favorável à adoção de ações éticas". A afirmação do presidente executivo do Instituto Etco, Edson Vismona, resume o que os jovens pensam sobre ética no Brasil.
Segundo pesquisa feita pela entidade, em parceria com o Datafolha, 90% dos brasileiros de 14 a 24 anos avaliam a sociedade como pouco ou nada ética, enquanto apenas 4% a consideram muito ética.
Os números melhoram pouco quando a análise passa para pessoas próximas do convívio pessoal do entrevistado, mas 74% ainda considerem os amigos pouco ou nada ético e 54%, os familiares.
Segundo o instituto, as denúncias de corrupção na política são uma das justificativas para a avaliação negativa da sociedade, mas outros exemplos de falta de ética foram levantados, mais próximos dos jovens, como o uso de identidade falsa para entrar na balada e os casos de bullying que veem na escola.
Ao serem questionados sobre sua própria conduta, 38% deles se consideram muito éticos, 54% pouco e 3% nada éticos. Os números são mais otimistas, mas a maioria diz concordar que é impossível manter a conduta o tempo todo.
O instituto responsável aponta que a pesquisa mostra um cenário preocupante, mas ressalta que metade desses jovens tem consciência das atitudes que podem influenciar a sociedade positivamente. "É verdade que eles compram produtos pirateados em razão do preço, mas 72% sabem que deixar de comprá-los tornaria o Brasil mais ético", destaca Vismona.
A pesquisa elenca algumas medidas para melhorar a sociedade, destacando as conversas sobre ética –defendida por 61% dos entrevistados. Nesse sentido, o instituto já desenvolveu um site (www.eticaparajovens.com.br ) para orientar professores a abordar a ética nas salas de aula.

Segundo o instituto, as denúncias de corrupção na política são uma das justificativas para a avaliação negativa da sociedade, mas outros exemplos de falta de ética foram levantados, mais próximos dos jovens, como o uso de identidade falsa para entrar na balada e os casos de bullying que veem na escola.
Ao serem questionados sobre sua própria conduta, 38% deles se consideram muito éticos, 54% pouco e 3% nada éticos. Os números são mais otimistas, mas a maioria diz concordar que é impossível manter a conduta o tempo todo.
O instituto responsável aponta que a pesquisa mostra um cenário preocupante, mas ressalta que metade desses jovens tem consciência das atitudes que podem influenciar a sociedade positivamente. "É verdade que eles compram produtos pirateados em razão do preço, mas 72% sabem que deixar de comprá-los tornaria o Brasil mais ético", destaca Vismona.
A pesquisa elenca algumas medidas para melhorar a sociedade, destacando as conversas sobre ética –defendida por 61% dos entrevistados. Nesse sentido, o instituto já desenvolveu um site (www.eticaparajovens.com.br ) para orientar professores a abordar a ética nas salas de aula.

23 de junho de 2017

Ciência ladeira abaixo. Isaac Roitman


Veículo: CORREIO BRAZILIENSE - DF

Veiculação: 23/06/2017


Em evento recente, celebrando a Semana Mundial do Meio Ambiente, foi promovido pelo Painel Brasileiro de Mudanças climáticas (PPMC), realizado no Museu do Amanhã no Rio de Janeiro, o presidente da Academia Brasileira de Ciências, Luiz Davidovich fez um apelo: "S.O.S. Ciência". A expressão "mayday", que vem do francês "venez m'aider" e quer dizer "venha me ajudar", utilizada em emergências aéreas, seria também legítima, diante da séria crise que presenciamos no desenvolvimento científico e tecnológico brasileiro.
A estruturação do Sistema de Ciência e Tecnologia no Brasil foi iniciada na década de 50 do século passado com a visão do Almirante Álvaro Alberto, quando da criação do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). A criação da Coordenação de Aperfeiçoamento do Pessoal * de Ensino Superior (Capes), em 1951, com a atuação destacada de Anísio Teixeira, foi de fundamental importância principalmente na formação de recursos humanos, pela implantação na década de 1960 do Sistema de Pós-Graduação brasileiro responsável pela formação de mestres e doutores.
Segundo estudos conduzidos pelo Centro de Estudos Estratégicos (CGEE), em2014, 50.206 mestres e 16.729 doutores foram formados no Brasil. Se, por um lado, estamos formando cada vez mais doutores, um passo * importante para a consolidação e desenvolvimento científico e tecnológico, por outro, devido à falta de planejamento e ao descaso governamental, os setores público e privado não estão absorvendo esses doutores, o que é preocupante, pois estamos formando um exército de doutores para ficarem desempregados. Todos os investimentos na formação desses recursos humanos, e que não foram poucos, vão para o ralo.
Atualmente, testemunhamos um retrocesso no desenvolvimento científico e tecnológico brasileiro. Recentemente, o ministério dedicado à ciência, Ministério de Ciência e Tecnologia (MCTI), foi unido ao setor de comunicação, acrescentado um "C" em sua sigla: MCTIC. Ao contrário do esperado, o orçamento do ministério não aumentou. Agravando a situação em março de 2017, foi anunciado o corte de 44% na pasta. A redução de investimentos alcançou também as fundações estaduais de fomento à pesquisa. No Rio de Janeiro, a Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Rio de Janeiro (Faperj) apresenta um calote de R$470 milhões-financiamento de projetos e bolsas de estudos-, que está interrompendo as atividades de pesquisas, principalmente nas universidades estaduais: Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (UENF) e Universidade Estadual da Zona Oeste (UEZO). A tendência é que a crise do Rio de Janeiro se espalhe pelo Brasil.
Poderíamos pensar que a presente situação é excepcional e passageira. Parece não ser o caso. O que nos espera, com decisões equivocadas do Executivo e do Legislativo, é um forte recuo no aporte de verbas federais e, provavelmente, estaduais, para os próximos 20 anos. O retrocesso então ganhará mais velocidade. Todo o esforço de formação de recursos humanos irá por água abaixo e nossos melhores cérebros deixarão o país. A verdade é que esta estratégia de fragilização do nosso sistema nacional de ciência e tecnologia terá implicações graves para o desenvolvimento econômico brasileiro. O ideário de que o investimento em ciência e tecnologia tem um valor estratégico para o Brasil será enfraquecido.
Esse desmonte do aparato estatal de fomento científico deve ser interrompido e revertido. Os investimentos para o desenvolvimento científico e tecnológico devem ser incrementados. A burocracia para a aquisição de insumos e equipamentos deve ser simplificada em favor da agilidade. Projetos de parceria com o setor privado devem ser estimulados para obtenção de novas patentes e produtos. As pesquisas que visam a solução de problemas demandados pela sociedade devem ser valorizadas. O Brasil precisa, urgentemente, tratar a educação e a ciência e tecnologia com seriedade, pois são pilares fundamentais para nosso desenvolvimento como nação, caso contrário, continuaremos à mercê de tecnologia externa, comprometendo a nossa soberania e o fracasso da nossa missão geracional de legarmos para as próximas gerações um país sem injustiças sociais e feliz.
ISAAC ROITMAN - Professor emérito e coordenador do Núcleo de Estudos do Futuro da Universidade de Brasília, pesquisador emérito do CNPq, membro da Academia Brasileira de Ciências e membro do Movimento 2022 O Brasil que queremos