25 de março de 2017

Life in Schools: Cartoons by larrycuban

For this month, I have gathered a dozen or so cartoons that shine a light on different facets of life in schools. Enjoy!
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larrycuban | March 25, 2017 

24 de março de 2017

Temos baixo desenvolvimento humano?, Claudia Costín


Lalo de Almeida/Folhapress
SAO PAULO,SP. 23/12/2015. Tubos despejam esgoto das casas diretamente no corrego do Canivete no Jardim Damasceno, zona norte de Sao Paulo. ( Foto: Lalo de Almeida/Folhapress ) MERCADO ***EXCLUSIVO FOLHA***
Tubos despejam esgoto das casas diretamente em córrego na zona norte de São Paulo
Há poucos dias, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento lançou seu Relatório de Desenvolvimento Humano, em que os países são avaliados com base em um indicador composto, o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), que procura mensurar até que ponto o desenvolvimento chega às pessoas.
Em outros termos, com base em dados de saúde, educação e renda, um índice de zero a um é atribuído a cada três anos e uma linha de evolução evidencia o progresso do mundo e de cada país no período.
O índice foi criado por Mahbub ul Haq, em parceria com Amartya Sen, economista indiano laureado com o Prêmio Nobel de Economia, e combina em sua composição a escolaridade média da população, a expectativa de vida e o PIB per capita.
O relatório de 2015 apresenta-nos numa posição desconfortável: estamos estagnados no IDH, num patamar inaceitavelmente baixo para o nosso grau de desenvolvimento econômico. Aparecemos pior ainda quando se soma, aos três componentes do índice, uma de nossas maiores fragilidades: a desigualdade. Somos um país muito mais desigual do que países com PIB menor que o nosso.
O que chama atenção é que, nos últimos anos, melhoramos em alguns indicadores sociais relevantes, como ampliação do acesso à educação e redução da mortalidade materna e da mortalidade infantil.
Interessantemente, esta última realização é associada ao aumento da escolaridade feminina, embora também se beneficie do aumento de domicílios com saneamento básico. A desigualdade também diminuiu, fruto de políticas públicas como o Bolsa Família e o aumento do salário mínimo.
No entanto, parte destes avanços já havia sido capturada pelo relatório anterior e alguns problemas são de lenta resolução. Além disso, a recessão não nos ajuda a manter uma trajetória positiva; observe-se que os dados divulgados pelo PNUD são de 2015, o que indica que há chances importantes de piora no próximo relatório se não fizermos nada a respeito.
Infelizmente, o dado que ainda nos prejudica muito é o de anos médios de escolaridade da população. Se considerarmos a população de 18 a 29 anos, temos apenas 8,3 anos de estudo. Isso significa que, em média, não concluímos o ensino fundamental. Há razões históricas para tanto, mas isso contribui para mais desigualdade e pobreza.
Guillermo Perry, num estudo do Banco Mundial, mostra que a transmissão intergeracional de pobreza só se interrompe se as mulheres concluírem o ensino médio. Eu adicionaria: a construção de um processo de desenvolvimento humano mais sólido se inicia com a conclusão de um ensino básico de qualidade, o que ainda estamos longe de fazer! 

23 de março de 2017

INDICE DE DESENVOLVIMENTO HUMANO NO BRASIL: Sem progresso




EDITORIAL


Pela primeira vez em 11 anos, o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Brasil não avançou. O país repete a mesma pontuação da avaliação anterior, 0,75 —a escala varia de 0 a 1.
Como nenhuma nação nessa faixa da lista apresentou melhora significativa, o Brasil permanece na 79ª posição no ranking global de 188 países, abaixo do Azerbaijão (78°) e empatado com Granada.
O mau desempenho não surpreende. O IDH é um índice que se vale de indicadores de renda, saúde e educação. Computa-se a renda nacional bruta per capita, a expectativa de vida ao nascer e a média de escolaridade.
Diante da recessão que afeta o país, era inevitável que pelo menos a renda caísse –e de fato foi o que se verificou. Em 2014, data da avaliação anterior, cada brasileiro auferia, na média, US$ 14.858.
Em 2015, esse valor passou para US$ 14.145, retração de 4,8%. Como o recém-divulgado IDH 2106 usa indicadores coletados no ano anterior, já se anteveem más notícias na divulgação do próximo índice, tendo em conta os efeitos da crise nos últimos 12 meses.
O resultado brasileiro não foi ainda pior porque as perdas no quesito renda foram compensadas por melhorias, mesmo que discretas, na expectativa de vida e na média dos anos de estudo.
Resta agora a dúvida quanto ao impacto do colapso financeiro nesses dois fatores, que reagem de forma mais lenta a mudanças na economia. Diante da situação de penúria em que se encontram muitas famílias, não é incomum que jovens abandonem a escola para ajudar no orçamento doméstico.
A colaborar na piora do quadro da educação houve ainda forte enxugamento do Fies, programa que oferece crédito subsidiado para estudantes universitários.
Espera-se, ao menos, que a expectativa de vida não seja afetada pela ruína da qual só agora o país começa a se recobrar. Todavia, não se pode descartar que Estados à beira da falência de serviços públicos, como o Rio de Janeiro, registrem um aumento na mortalidade infantil.
Até aqui, portanto, o IDH ainda não revela por inteiro a dimensão real do estrago legado pela gestão petista —de resto não limitado aos dados que compõem o índice.
De todo modo, o país deveria estar aproveitando seu atual estágio demográfico, quando chega ao auge a parcela de pessoas em idade produtiva na população.
Ficar estagnado nos anos finais desse bônus histórico já é um prejuízo atroz, talvez irrecuperável, para os que esperam ver o Brasil no clube dos países desenvolvidos.

22 de março de 2017

Por ahora, el informe sólo muestra una radiografía general de la crisis de los aprendizajes

¿Qué podemos saber a partir de ahora con los resultados iniciales de Aprender en la mano? El informe difundido sólo divulga los resultados de la evaluación de sexto grado y del último año de secundaria a nivel nacional. Es decir, podemos conocer los niveles de aprendizaje de los más afortunados: aquellos alumnos que efectivamente llegan a recorrer casi toda la primaria o están a punto de terminar la secundaria, que, sabemos, en este caso son apenas la mitad de los que la empiezan. El resto quedó fuera del sistema: no entra en la estadística educativa.
De esa mitad de alumnos que efectivamente logran obtener el título secundario, el 70% está en los niveles básicos de aprendizaje o no llega a ese nivel después de 12 años de escolaridad obligatoria, hasta terminar la secundaria. La escuela argentina está fracasando en su obligación de enseñar. El sistema educativo argentino no cumple con su promesa de educar ni siquiera a los sectores sociales mínimamente más aventajados, que logran a pesar de todo permanecer en el sistema.


La foto de la escuela primaria no es menos grave. Casi el 42% de los alumnos, en sexto grado, no logra alcanzar niveles satisfactorios en matemática. La Argentina ha logrado una tasa neta de escolarización de primaria altísima. Casi el 100% de los chicos en edad de estar en la escuela primaria está efectivamente en la primaria. Sin embargo, la inclusión física en el aula no se relaciona con una inclusión pedagógica real. Hay asistencia a la escuela, pero no hay aprendizaje de las competencias cognitivas básicas.


Hay otro resultado sugestivo, destacado por las autoridades nacionales justo en momentos en que el paro docente afecta a la escuela estatal. Es la relación entre los niveles de aprendizaje obtenidos según el tipo de escuela, pública o privada. En lengua en 5° año de la estatal, por ejemplo, el 53,7% de los alumnos está en niveles básicos o por debajo, y en matemática, el 79,4%, contra el 33% y el 53,5%, respectivamente, en la privada.


Sin embargo, valen la pena dos aclaraciones. Por un lado, más allá de las comparaciones, el porcentaje de chicos que no aprende, como vimos, es muy alto también en la escuela privada: ese sistema también tiene problemas a la hora de garantizar lo que sucede en sus aulas. Y por otro lado, y es central, el informe no deja claro en ese punto si se llega a esos resultados luego de aislar la influencia del factor socieconómico. Cuando este nivel no se aísla estadísticamente, la escuela privada, con alumnos de mayor capital sociocultural, suele rendir mejor como efecto de ese capital y no como resultado de mejores procesos pedagógicos. Y, al revés, una escuela estatal puede estar haciendo muy bien su trabajo pedagógico, pero, en general, sus resultados serán peores en la medida en que sus alumnos llegan peor surtidos de capital cultural. Sólo controlando la variable socioeconómica es posible concluir cuál es el efecto diferencial que una escuela, privada o pública, les aporta a sus alumnos no importa de qué condición económica sean. En el informe, no se aclara si esa variable fue aislada o no.
Hay otro interrogante a plantear: ¿qué datos claves el informe no divulga y qué implicancias tiene la ausencia de esa información? Hay una ausencia llamativa: todos los resultados son nacionales y no se publica ninguno por provincia, y ése es un déficit central de este primer informe.


En principio, porque cuanto más general un resultado, menos preciso es y menos información aporta para transparentar la realidad que intenta evaluar. Para ser clara: es como si la OCDE tomara las pruebas PISA a 65 países pero sólo se divulgara un solo resultado promedio a nivel general global. Sería de poca utilidad.
Segundo, porque un resultado nacional permite instalar la preocupación en la opinión pública acerca de la crisis educativa, pero no permite asignar responsabilidades políticas a las autoridades de cada distrito. Y eso hay que subrayarlo: la crisis del sistema educativo tiene responsables con nombre y apellido. Los gobernantes, entre otros.
Según fuentes del gobierno nacional, no publicará los informes provinciales hasta que las provincias no estén bien enteradas de sus resultados. No era necesaria esa consulta: entre las funciones reconocidas al Ministerio de Educación nacional está la evaluación del sistema y la divulgación de sus resultados. Al kirchnerismo se le reclamó sin suerte lo mismo: que dejó de publicar los resultados por provincia. Un silencio consensuado en el Consejo Federal entre todos los distritos, incluida la Capital. Sólo la divulgación de los resultados detallados por provincia permitirá a la ciudadanía una discusión informada del panorama educativo actual. Para pasar de la indignación generalizada a la precisión racional en el reclamo educativo.

Luciana Vazquez, La Nación, 22/3/2017

21 de março de 2017

Uso de smartphone pode estar nos emburrecendo, sugerem estudos


Neil Conway/Flickr
cérebros
O celular que acessa a internet, grava vídeos, toca música, armazena milhares de livros, conta quantas calorias você ingeriu no almoço e não sai do seu lado nem na hora de dormir está fazendo suas faculdades mentais murcharem?
Ainda é cedo para dizer com certeza, mas há indicações preocupantes de que um anúncio na linha "O Ministério da Saúde adverte: uso excessivo de smartphone emburrece" não é ficção científica.
A telefonia móvel turbinada seria, na verdade, apenas o símbolo de um problema maior –no caso, o excesso de estimulação e exposição simultânea a múltiplas mídias que tem se tornado cada vez mais comum no último par de décadas.
Diversos estudos indicam que há uma correlação entre esses estímulos incessantes e coisas como reduzida capacidade de memória, dificuldade de filtrar informações irrelevantes, problemas de impulsividade e falta de empatia.
Ainda não está claro se a avalanche de mídias eletrônicas está causando esses problemas ou apenas os potencializa, mas os dados disponíveis até agora sugerem que mais cautela no uso desses dispositivos não faria mal, em especial por parte de pessoas cujo sistema nervoso ainda está em franco desenvolvimento (ou seja, crianças e adolescentes).
MMs
Os neurocientistas e psicólogos que estudam o impacto das tecnologias sobre a mente humana têm avaliado com especial atenção os efeitos do chamado MM (sigla inglesa de "media multitasking" ou "uso multitarefa de mídias").
O comportamento MM é, obviamente, muito facilitado pela posse de um smartphone –ouvir música e usar um aplicativo de mensagens ao mesmo tempo, por exemplo (talvez com a TV ligada ao fundo).
O grupo coordenado pelo psicólogo Anthony Wagner, da Universidade Stanford (EUA), foi um dos primeiros a analisar de forma quantitativa o desempenho cognitivo de jovens classificados como HMMs (intensos usuários multitarefa de mídias) e LMMs (usuários "leves").
Em um dos estudos da equipe, que saiu na revista "PNAS", havia duas tarefas simples (veja infográfico). Em uma delas, os jovens tinham de dizer se a posição de alguns retângulos vermelhos na tela do computador tinha mudado –e, ao mesmo tempo, não prestar atenção nos retângulos azuis que também apareciam na tela.
Os 'usuários intensos', que poderíamos comparar a viciados em smartphone, saíram-se significativamente pior. No caso das letras e números, o curioso é que eles tinham mais dificuldade de alternar entre os dois tipos de estímulo, embora supostamente estivessem mais habituados a lidar com dois tipos de informação ao mesmo tempo.
Em outra pesquisa de Wagner, desta vez no periódico "Psychonomic Bulletin & Review", os pobres 'usuários intensos' também mostraram ter desempenho pior na chamada memória de trabalho (a que as pessoas usam para guardar por alguns instantes um número de telefone antes de discá-lo, por exemplo) – e, o que é mais preocupante, esse efeito parece se refletir na memória de longo prazo.
No que diz respeito à memória, resultados parecidos foram obtidos por Betsy Sparrow e colegas da Universidade Columbia (EUA) em artigo na revista "Science".
Os pesquisadores chegaram a usar o termo "efeito Google" porque as pessoas tinham mais dificuldade para recordar informações quando sabiam que elas estavam salvas no computador no qual participavam do estudo.
Os efeitos citados acima já poderiam ser considerados ruins se tivessem apenas relação com o aprendizado, mas outros estudos mostram ainda que o MM mexe com coisas como o controle da impulsividade, das frustrações e das relações sociais.
Adolescentes do Canadá viciados em trocar mensagens, por exemplo, são mais propensos a mostrar preconceito em relação a pessoas que não fazem parte de seu grupo social ou étnico e a valorizarem dinheiro e aparência física.
DILEMA DE TOSTINES
Segundo Wagner, é preciso reconhecer que há um certo "dilema de Tostines" nesses dados. Pode ser que as pessoas que naturalmente já são mais dispersas e com baixo controle de impulsividade sejam atraídas naturalmente para o uso excessivo de mídias eletrônicas, e não que cérebros serenos estejam sendo destruídos pelos aparelhos.
"Acho o tópico fascinante, porque estamos entrando numa outra fase da evolução", analisa o neurocientista Sidarta Ribeiro, do Instituto do Cérebro da UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte). "Já somos ciborgues, estamos terceirizando memórias de trabalho, cálculos, gramática etc."
Um impacto possível dessa explosão a longo prazo seria a diminuição da criatividade humana, uma vez que o ócio cerebral –o descanso sem estímulos significativos – ajudaria a criar conexões entre temas díspares e a ter ideias inovadoras. Ribeiro é menos pessimista.
"Essa questão é uma faca de dois gumes. O computador e a internet aumentam imensamente o poder de criar, embora possam matar o devaneio do ócio. A variância está aumentando –vejo um futuro com mais gênios e mais idiotas. Depende do modo de usar a tecnologia."
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Ilustração Luciano Veronezi/Editoria de Arte/Folhapress
Cabeça celular

VOCÊ TROCA SEU CÉREBRO POR UM CELULAR?

Possíveis efeitos cognitivos da era digital

1. EFEITO GOOGLE
Se você sabe que vai conseguir achar uma informação facilmente fazendo uma busca na internet ou no seu computador, será que terá mais dificuldade para decorá-la sozinho?
Ilustração Luciano Veronezi/Editoria de Arte/Folhapress
Sim, de acordo com um estudo da Universidade Columbia. Nele, voluntários liam uma lista de curiosidades (coisas como "o olho de um avestruz é maior que o seu cérebro"). Depois, para ajudar na memorização, podiam digitar essa frase
Ilustração Luciano Veronezi/Editoria de Arte/Folhapress
Para metade dos voluntários, os cientistas disseram que a frase seria apagada. Para a outra metade, informaram que ela seria salva no computador
Ilustração Luciano Veronezi/Editoria de Arte/Folhapress
Depois, todos tinham de listar o maior número possível de curiosidades
Os que achavam que o computador ia salvar as informações tiveram desempenho bem pior
2. TUDO JUNTO
Usar diversas mídias ao mesmo tempo atrapalha o desempenho
Estudo de Stanford, dividiu voluntários em dois grupos: os que usavam muitas mídias ao mesmo tempo (assistir televisão checando e-mails no celular e fazendo lição de casa, por exemplo) e os que não adotam essa prática
Ilustração Luciano Veronezi/Editoria de Arte/Folhapress
Num teste para averiguar a capacidade de filtrar estímulos inúteis, eles tinham de dizer se a orientação de retângulos vermelhos tinha mudado e, ao mesmo tempo, não se distrair com retângulos azuis
Quem não usava várias mídias ao mesmo tempo se saiu bem melhor
Ilustração Luciano Veronezi/Editoria de Arte/Folhapress
3. Em um teste de "eficiência", as pessoas tinham de dizer se uma letra (A ou C, digamos) era consoante ou vogal e, depois, se um número (2 ou 5, por exemplo) era par ou ímpar
Os que usavam várias mídias simultaneamente tinham mais dificuldade na troca de tarefas
4. Outro estudo, do University College de Londres, mostrou que o uso simultâneo de mídias está associado a uma diminuição da massa cinzenta numa área do cérebro ligada à capacidade de detecção de erros e conflitos lógicos 

20 de março de 2017

Matemática, un problema: más del 50% termina el secundario sin los conocimientos mínimo

Lo reveló el operativo Aprender. También, que el 82% de las escuelas de nivel medio sufre el ausentismo docente. El Gobierno buscará por ley que haya 200 días de clase.
Clarín, 20/03/17

Apenas dos días de clases tendrá la mayoría de los alumnos argentinos esta semana. Para mañana y pasado está previsto un nuevo paro de 48 horas en todo el país, convocado por los cinco gremios docentes nacionales, mientras que el viernes es feriado por el Día de la Memoria. Así, muchos alumnos bonaerenses, por ejemplo, completarán sus primeras tres semanas de clases con sólo 3 días dentro del aula. En este contexto, el gobierno nacional redoblará la apuesta: entre el miércoles y jueves presentará los resultados del operativo Aprender -las pruebas tomadas en octubre pasado a los alumnos de 6° grado y 5° o 6° año- y que, de acuerdo a lo que adelantaron fuentes oficiales, “dieron muy mal”. Además, enviarán al Congreso, antes de fin de mes, un ambicioso proyecto de ley de educación que contempla, entre sus metas, llegar a los 200 días de clases por año en 2021, y “reducir en un 50% el tiempo de clase perdido por ausentismo docente y estudiantil, infraestructura deficitaria y paros”.
El ministro de Educación Esteban Bullrich adelantó ayer a Clarín algunos de los resultados más significativos de la prueba Aprender: más del 50% de los alumnos que terminan la secundaria no tiene los conocimientos mínimos de matemática y esto se da en forma más pronunciada en escuelas públicas que privadas. “Hay evidencias que en matemática se puede mejorar con políticas focalizadas. Nosotros, cuando llegamos a la gestión de Capital, un estudio nos dio que estábamos muy mal en esa materia. Hicimos una intervención especial y pudimos mejorar significativamente. Lo mismo se puede hacer con ciencias u otras disciplinas. Hoy Aprender nos da una nota mala en cuanto al sistema, pero sabemos que se pueden hacer cosas para mejorar”, enfatizó Bullrich.
Otro dato inquietante que dejó la evaluación: el 82% de los rectores de secundarias de todo el país afirmó tener problemas de ausentismo en sus colegios. “Vamos a proponer cambiar el actual sistema de profesor taxi por profesores por cargo”, dijo Bullrich.
“No es que el docente sea faltador sino que hay un problema de organización escolar. Hay escuelas donde no se cubren cargos por 3 o 4 meses y los alumnos se quedan sin profesor”, opinó Eduardo López, secretario gremial de Ctera, que agregó: “Hoy no hay datos fehacientes de cuántos docentes faltan. Esto hay que discutirlo en la paritaria nacional a la que no llaman”.

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Las pruebas Aprender -que reemplazaron al Operativo Nacional de Evaluación (ONE) que se hacían durante el kirchnerismo- fueron muy cuestionadas en su momento por los gremios docentes. A diferencia del ONE que era trianual y los resultados se conocían uno o dos años después, el Gobierno se comprometió a hacer Aprender todos los años y devolver los resultados a los pocos meses de tomadas las pruebas.

El Gobierno ahora quiere mostrar que con Aprender se obtendrá “un diagnóstico” de cómo estamos en la educación argentina, algo así como cuando se informó el índice de pobreza o la inflación del Indec. A partir de ese diagnóstico buscarán avanzar con el proyecto de ley que contiene reformas pedagógicas de largo plazo.“Nosotros ya recibimos los resultados de la Ciudad. Tiene datos similares a otras pruebas que se hacen en el distrito, entre ellas la inequidad y las diferencias que se producen a partir del nivel socioeconómico de las familias”, señaló Soledad Acuña, ministra de Educación porteña.

Todo se da en un contexto en el que los principales distritos no logran ponerse de acuerdo en la paritaria de modo de garantizar el normal dictado de las clases, y cuando al gobierno nacional se le señala no cumplir la ley (la anterior de Financiamiento Educativo) al no convocar a paritaria nacional. En ese sentido, Bullrich se defendió: “Esa norma no dice que tengo que reunirme en febrero. El 20 de diciembre a las 18 quedamos con los gremios que nos íbamos a juntar en marzo. Ese día, les dimos este proyecto a los gremios para que lo comentaran. ¿Cuántos comentarios hicieron? Ninguno”Para el ministro Bullrich el proyecto sería una segunda parte de la Ley de Financiamiento Educativo, sancionada en 2006: “Aquella ley tenía metas de financiamiento y metas educativas, las primeras fueron cumplidas, pero el resto no. Ahora, lo que proponemos en una ley que contemple un conjunto de metas pedagógicas de largo plazo, para que sean debatidas por toda la sociedad. A esta reforma la venimos trabajando con todos los ministros del país desde la primera vez que nos reunimos en el Consejo Federal de Purmamarca”.

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Maior parte dos professores não completa conteúdo

Dados do questionário da Prova Brasil de 2015 mostram que só 45% dos docentes da rede pública conseguiram desenvolver 80% dos temas









Folha de S.Paulo, 20/03/2017

A maioria dos professores da rede pública no País não consegue desenvolver todo o conteúdo de sua disciplina ao longo do ano. Dados do questionário contextual da Prova Brasil de 2015, a mais recente, mostram que só 45% dos docentes conseguiram desenvolver ao menos 80% do conteúdo previsto para o ano.
A Prova Brasil é realizada de dois em dois anos e mede a qualidade do ensino no País para os anos iniciais (do 1º ao 5º), anos finais (6º ao 9º) e ensino médio. Além da avaliação, professores, alunos e diretores das unidades precisam responder a um questionário que aborda temas como condições de trabalho, práticas pedagógica e percepção de aprendizado. As respostas foram compiladas pela plataforma Qedu e serão divulgadas hoje, no site www.qedu.org.br, a partir das 12h.
Professores ouvidos pelo Estado apontam defasagem de aprendizado de novos alunos, falta de infraestrutura da escola e indisciplina dos alunos como principais desafios. 
A professora de história Julia Bittencourt, de 27 anos, que está na rede estadual de ensino de São Paulo desde 2012, diz que o problema de não conseguir passar toda a matéria acontece todos os anos. Ela destaca que o número de aulas é baixo e insuficiente.“É impossível passar todo o conteúdo se você buscar uma abordagem de qualidade”, diz.
A docente cita a falta de infraestrutura de parte das escolas como uma dificuldade. “Dificulta muito você conseguir usar meios alternativos que não sejam o giz e lousa. Em muitas escolas, pela burocracia, desorganização e, muitas vezes, ausência de material e espaço, passar um filme é uma guerra”, diz ela, que já levou TV de casa para a escola e até comprou retroprojetor com dinheiro do próprio bolso.
Os dados são semelhantes tanto para as redes municipais quanto estaduais e federais. Mas há diferença entre os anos: na avaliação dos anos iniciais os professores avançam mais: 55% das respostas apontam que 80% ou mais do conteúdo foi dado em sala no ano letivo. 
A professora de língua portuguesa Juliana Campelo, de 32 anos, destaca a falta de conhecimento prévio de parte dos estudantes. “Os conceitos são encadeados e eu sinto muita dificuldade, por exemplo, em ensinar orações subordinadas e coordenadas para uma turma que não conhece as classes de palavras, que não faz ideia do que sejam conjunções. Fica difícil cumprir o conteúdo”, conta. Uma mudança que ela diz ter minimizado o problema foi acompanhar uma mesma turma em anos diferentes. “Senti uma sensível melhora”. Outra dificuldade é a falta de material. 
O pesquisador da Fundação Lemann Ernesto Martins Faria lembra que a dificuldade dos professores em conseguir concluir todos os conteúdos já aparecia em questionários de anos anteriores. “É um problema grave. Pode haver conteúdos de aprendizagem muito importantes que não chegam ao aluno. Isto significa que há programas curriculares que não estão sendo cumpridos”, diz.
Disciplina. Manter a disciplina dos alunos também é desafio, segundo as respostas compiladas no estudo: ao menos um em cada dez docentes (16%) usa entre 20% e 40% do tempo só para chamar a atenção dos estudantes e manter o silêncio. Atividades administrativas, como chamada e preenchimento de formulários também gastam de até 10% do tempo para a maioria dos professores (70%).
O levantamento aponta ainda que o cenário é mais grave ao analisar os dados por nível socioeconômico dos alunos. Escolas mais pobres tendem a ter resultados piores. A falta de recursos pedagógicos, por exemplo, está em 64% das unidades que atendem alunos de nível socioeconômico muito baixo, enquanto é inferior a 50% entre o mais alto.
Mudanças. O Ministério da Educação (MEC) informou, em nota, que assim que a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) for aprovada, professores e gestores terão formação continuada sobre as diretrizes do documento para que "estejam preparados e seguros" para implementá-la em sala.
A Secretaria Estadual de Educação de São Paulo disse que o bom desempenho na Prova Brasil mostra que o aprendizado dos conteúdos foi contemplado. Afirmou ainda que os alunos fizeram recuperação intensiva em fevereiro. Já a rede municipal diz que o professor tem planejamento pedagógico acompanhado por um coordenador e que tudo é aprovado pela supervisão escolar das diretorias de ensino.
Luiz Fernando Toledo , 
O Estado de S.Paulo


Prova Brasil: metade dos professores não consegue cumprir conteúdo planejado



  • 20/03/2017 08h34
  • Brasília
Mariana Tokarnia - Repórter da Agência Brasil
Metade dos professores do ensino fundamental (51%) conseguiu desenvolver pelo menos 80% do conteúdo previsto para o ano. Na outra ponta, 11% concluíram menos de 60% daquilo que deveria ter sido ensinado aos alunos.
Os dados são do questionário da Prova Brasil 2015, aplicado a diretores, alunos e professores do 5º e do 9º ano do ensino fundamental de todo o país. As informações foram organizadas e divulgados hoje (20) na plataforma QEdu (www.qedu.org.br)
Quando considerados apenas os professores do 9º ano, menos da metade (45%) desenvolveu pelo menos 80% do conteúdo previsto para as turmas que fizeram a Prova Brasil em 2015. Já entre os professores do 5º ano, a porcentagem chega a 55%. A questão foi respondida por mais de 262 mil professores.
A maioria dos professores (91%) disse ainda que gasta até 20% do tempo da aula com tarefas administrativas como fazendo a chamada ou preenchendo formulários. Outros 20% da aula são gastos para manter a ordem e a disciplina em sala de aula para 70% dos professores.
O tempo que resta para atividades de ensino e aprendizagem é de menos de 80% do total para 57% dos professores. Considerando uma aula de 50 minutos, isso significa que, nos melhores cenários, menos de 40 minutos são dedicados de fato ao ensino.
Segundo o pesquisador da Fundação Lemann, sediada em São Paulo, Ernesto Faria, os dados são preocupantes. "Os alunos não estão tendo acesso a conteúdos importantes. Os professores conseguem cumprir uma parte, mas conteúdos importantes sequer são apresentados", disse.
O resultado pode ser visto no desempenho dos estudantes brasileiros na última divulgação da Prova Brasil. A avaliação de 2015 mostrou que, ao deixar a escola, no fim do ensino médio, apenas 7,3% dos estudantes aprendem o mínimo adequado em matemática e 27,5% em português.
De acordo com Faria, esses dados podem ser usados para se pensar a Base Nacional Comum Curricular, que atualmente está em discussão no Ministério da Educação. A base deverá orientar o que deve ser ensinado em cada etapa escolar.
"Não basta só ter um documento e currículo de altas expectativas e não resolver problemas de material didático e estratégias para aprendizagem. Não adianta ter um currículo bom, mas não cumprido na sala de aula", afirma. Os questionários foram respondidos por 52.341 diretores, 262.417 professores e 3.810.459 estudantes.
Condições de trabalho
Os problemas nas escolas são diversos. Segundo a maior parte dos diretores (70%), o ensino foi dificultado por falta de recursos financeiros. Mais da metade (55%) disse ter enfrentado dificuldades por falta de recursos pedagógicos.
Os dados mostram ainda que a maioria dos professores trabalha 40 horas ou mais (66%) e que 40% deles lecionam em duas ou mais escolas. Pelo menos um terço (34%), ganhavam, como professores, menos do que o piso salarial estabelecido pela Lei do Piso (Lei 11.738/2008) para aquele ano, que era de R$ 1.917,78.
A professora Cleonice Santos, 43 anos, concilia mais de um trabalho. Durante o dia, dá aulas de português para o 9º ano do ensino fundamental no Centro de Ensino Fundamental 10 do Gama, no Distrito Federal. À noite, leciona no ensino médio do Centro de Ensino Médio 2 do Gama.
"Tenho uma vida muito corrida. Trabalho de manhã, saio da escola, ajudo minhas filhas com o dever de casa, deixo nas escolas onde estudam, volto para a minha à tarde. Depois busco as minhas filhas, ajudo com o dever do dia seguinte e vou para a escola à noite. É corrido, cansativo, mas consigo levar com planejamento. Cleonice disse gostar muito da profissão. Consegue concluir o conteúdo do ensino fundamental, mas não do médio. Quando perguntada se se sente desvalorizada, Cleonice responde: "Estou em greve".
Assim como Cleonice, 30% dos professores acreditam que a sobrecarga, que dificulta o planejamento da aula, atrapalha a aprendizagem dos alunos; e 29% opinam que a insatisfação e o desestímulo com a profissão impactam também no aprendizado dos estudantes.
Considerando todas as escolas em que o professor trabalha, atualmente 36% gastam menos de um terço da carga horária para o planejamento das aulas. Pela Lei do Piso, esse é o tempo garantido ao professor para que planeje as atividades a serem desenvolvidas em sala de aula.
"Infelizmente, continuamos com muitas dificuldades. A começar pela própria infraestrutura das escolas. Temos reclamações de professores com salas superlotadas, salas muito quentes, que atrapalham o aprendizado, falta de luz, de água. Isso tudo somado ao não cumprimento da Lei do Piso", afirmou o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Heleno Araújo. "Os governantes dizem que os alunos são prejudicados só quando tem greve. Isso não é verdade, eles precisam tomar uma atitude porque os alunos são prejudicados o ano inteiro", finaliza.
Edição: Kleber Sampaio