29 de agosto de 2016

Governo Temer suspende programa nacional de combate ao analfabetismo



Com uma das piores taxas de analfabetismo da América do Sul e sem cumprir compromissos internacionais na área, o Brasil interrompeu o programa federal que ensina jovens e adultos a ler e escrever.
Ao todo, 13 milhões no país não sabem decifrar nem um bilhete simples, o equivalente a 8,3% da população com 15 anos ou mais. Esse contingente era alvo do Brasil Alfabetizado, executado por Estados e municípios com verba do governo federal.
O Ministério da Educação afirma que o programa está em execução, mas prefeituras e governos estaduais relatam um bloqueio no sistema da pasta que impede o cadastro de alunos -o que inviabiliza o início de novas turmas.
A interrupção do programa foi confirmada pelo ministério a uma cidadã que o questionou sobre o tema por meio da Lei de Acesso à Informação. "Até o momento não há previsão de reabertura do Sistema Brasil Alfabetizado para ativação de novas turmas", respondeu, em junho, a pasta chefiada pelo ministro Mendonça Filho (DEM).
Atualmente, só os alunos cadastrados antes desse bloqueio do sistema estão frequentando as aulas. De acordo com o ministério, são 168 mil no atual ciclo, iniciado em outubro do ano passado.
O número explicita o encolhimento do programa. Relatórios da pasta mostram que, até 2013 (dados mais recentes), eram ao menos 1 milhão de atendidos ao ano.
NORDESTE
Folha indagou a todos os governos do Nordeste, onde estão 54% dos analfabetos do país, sobre a situação do Brasil Alfabetizado.
Sete dos nove Estados da região responderam, e relataram, no mínimo, expressiva queda de atendimento desde o bloqueio do programa e, nos piores casos, o fim dos cursos de alfabetização.
"Começamos a inserir os nomes dos alunos em maio, mas, no início de junho, o MEC avisou que o sistema tinha sido fechado", diz Tereza Neuma, diretora de políticas de Educação de Alagoas.
Alagoas tem a maior taxa de analfabetismo do país
"As aulas começariam em setembro, mas suspendemos o processo após o bloqueio, em junho", afirma Janyze Feitosa, gestora local do programa em Pernambuco.
"Em 2016, devido à suspensão do Programa Brasil Alfabetizado pelo MEC, as atividades letivas ainda não tiveram inicio", disse a secretaria de Educação do Ceará.
Os governos de Piauí, Rio Grande do Norte e Bahia também relataram redução e descontinuidades dessa ação.
Criado em 2003, o programa é elogiado pela dimensão e capilaridade, mas é criticado por seu índice de eficácia.
Documento deste ano feito por um grupo que incluiu o Ministério da Educação aponta uma taxa de alfabetização de 47% a 56% dos alunos.
"É uma política grande, mas demonstrou dificuldade de fazer com que o aluno voltasse a estudar", diz Roberto Catelli, um dos autores do texto e coordenador de Educação de Jovens e Adultos da ONG Ação Educativa. A pouca integração com a EJA (antigo supletivo) é uma das explicações para resultados negativos do programa, ao lado da baixa qualificação de educadores.
O sistema de gestão também chegou a ter uma interrupção pontual em janeiro.
Os problemas deixam o Brasil ainda mais atrasado no compromisso assumido em conferência mundial, em 2000, de chegar a 2015 com uma taxa de analfabetismo de 6,7%. No atual ritmo, só chegara à meta em 2022.
OUTRO LADO
O Ministério da Educação afirma que o Brasil Alfabetizado "está mantido e encontra-se em execução".
Diz que está iniciando a preparação de novas turmas, mas ainda não há uma data para que isso aconteça.
Por meio da assessoria, a pasta declarou ainda que as turmas atuais do programa foram abertas em outubro de 2015 e têm duração de oito meses. No atual ciclo, informa, são 17.445 turmas com 167.971 alfabetizandos.
A gestão do ministro Mendonça Filho (DEM), que assumiu em maio, também afirma que encontrou cortes no orçamento de 2016 para os programas Brasil Alfabetizado, Educação de Jovens e Adultos (EJA) e Pro Jovem no valor de R$ 120 milhões, e que os mesmos programas já haviam sofrido corte na ordem de R$ 112 milhões em 2015.
"Infelizmente, os indicadores de analfabetismo entre jovens e adultos ainda são elevados", diz a pasta, que cita o crescimento da taxa de analfabetismo entre jovens e adultos em alguns Estados.
É o que aconteceu com cinco Estados de 2013 para 2014, ano com dados mais recentes: AL, GO, PI, RS e SP.
"O MEC considera a alfabetização uma política pública prioritária, está discutindo com vários segmentos o problema, avaliado os programas de alfabetização existentes e estuda a melhor forma de reverter esse cenário."
A assessoria do ex-ministro da Educação Aloizio Mercadante (PT), que comandou a área até o afastamento da presidente Dilma Rousseff, atribuiu problemas orçamentários da pasta à situação política e criticou o que chamou de "desmonte" da área.
Ele disse ter mantido ações no Brasil Alfabetizado em 2016, mesmo com restrições financeiras. Segundo a equipe do ex-ministro, questões orçamentárias do MEC estavam ligadas à espera pela aprovação da alteração da meta fiscal no Congresso.

John Oliver’s Program on Charter Schools Went Viral by dianeravitch

John Oliver’s Program on Charter Schools Went Viral

by dianeravitch
John Oliver's very sharp critique of charter schools went viral. In one week, it has had more than 5 million views.
dianeravitch | August 29, 2016 at 12:34 am | Categories: Charter SchoolsHumor | URL: http://wp.me/p2odLa-f7y
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28 de agosto de 2016

Cartoons about Silicon Valley and Technology by larrycuban


For this month, I have found a dozen or so cartoons that poke fun at the culture of Silicon Valley and life with technology. Enjoy !
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Desde el jueves, todos los temas y todas las voces de

Iniciativa de la Fundación Noble
Durante los 30 días de septiembre, Clarín publicará una nueva sección, con análisis y propuestas para mejorar.

La Argentina supo ser vanguardia en educación. La Ley 1420, de 1884, garantizó la educación obligatoria, gratuita y laica y los resultados no tardaron en llegar: en 1930, el 60% de los chicos ya tenían la primaria completa. El sistema siguió incorporando alumnos, la Argentina obtuvo tres Premio Nobel en Ciencias, pero a fines de los sesenta empezó un largo y profundo deterioro de la calidad educativa.
Para reflexionar sobre la situación actual y las perspectivas hacia el futuro, Clarín publicará –todos los días de septiembre– una sección especial en la que especialistas, referentes del sector público y periodistas analizarán los principales desafíos de la educación. Es una iniciativa de la Fundación Noble, que celebra así sus 50 años.
“El objetivo es promover el debate de un tema central para el futuro. Queremos generar conciencia sobre la importancia de la educación, con propuestas para abordar lo que hoy es una prioridad indiscutible. Lo haremos de una forma amplia y federal. Estarán todos temas y todas las voces del país”, dice Martín Etchevers, gerente de Comunicaciones Externa del Grupo Clarín.
Desde el jardín de infantes, hasta la jornada extendida, las nuevas tecnologías, los desafíos pedagógicos en la primaria y la secundaria o el vínculo de la educación con el trabajo, la sección recorrerá los temas claves de la educación. Contará con un consejo asesor de especialistas: Guillermo Jaim Etcheverry, de la Academia Nacional de Educación; Inés Aguerrondo, socióloga de la Educación; Axel Rivas, director de Educación de CIPPEC y Gustavo Iaies, director del CEPP.
“La educación argentina está en coma. Los resultados son muy poco satisfactorios y nadie pone las cosas en orden porque el costo del ‘desarreglo’ que se produciría es muy grande”, dice Inés Aguerrondo. Gustavo Iaies agrega: “La educación está en un círculo que la hace girar sobre sí misma, que no le permite mejorar y con conflictos entre actores y con el afuera. El cambio en la cultura política y en las familias obliga a la escuela a encontrar nuevos modelos de gestión.” Axel Rivas tiene otra mirada. “En un plano estricto no se puede hablar de una crisis educativa porque casi ningún indicador disminuyó en los últimos 15 años. Sí se puede decir que otros países de la región lograron mejorar más y que hay una crisis global del ‘ modelo educativo tradicional’”, dice.
La inversión en educación aumentó en los últimos años, desde que la Ley de Financiamiento estableció que sea un 6% del PBI. Pero los aprendizajes siguen estancados. Se puede ver en los resultados de las pruebas internacionales.
“Se avanzó en el financiamiento y en muchas áreas, pero no se crearon dispositivos claros y potentes para mejorar los aprendizajes de los alumnos y revisar las prácticas pedagógicas. En otros países de la región se logró un abordaje más profundo y eso se tradujo en mejores resultados”, dice Axel Rivas.
Tampoco logró el país cumplir la ley que establece un 30% de los chicos de primaria con jornada extendida. El 43% de los secundarios no termina en tiempo y forma.
Los desafíos son enormes. “El compromiso de la sociedad es escaso porque, en general, se advierte que la Argentina enfrenta una crisis educativa pero la gran mayoría parece estar conforme con la educación que reciben sus hijos. No hay una demanda social de calidad educativa”, dice Jaim Etcheverry.
La sección que se inicia el jueves espera contribuir en un tema central para el futuro del país.

El Gobierno mexicano relaja la evaluación a los maestros



La evaluación docente sólo será obligatoria para los 24.000 maestros que reprobaron el año pasado



Estudiantes de una de las pocas escuela de Oaxaca donde sí hubo clases.  EFE

Los maestros disidentes lograron que el Gobierno mexicano suavizara su postura. El Instituto Nacional para la Evaluación de la Educación (INEE) anunció un replanteamiento al modelo de evaluación del desempeño docente, una de las partes estructurales de la reforma educativa que más objetaba el magisterio disidente. La prueba sólo será obligatoria para los 24.000 docentes que el año pasado obtuvieron un resultado insuficiente y los que estén interesados en certificarse como evaluadores. El resto de los profesores podrán elegir durante los próximos cuatro años la fecha en que presentarán su examen. “Los que no se apunten a los exámenes no serán sancionados, pero a partir del inicio del ciclo escolar 2017, a todos se les irá evaluando obligatoriamente”, dijo Silvia Schmelkes, presidenta del INEE.
La Coordinadora Nacional de los Trabajadores de la Educación (CNTE) ha sido la principal opositora a la reforma educativa que busca instrumentar el Gobierno mexicano. Desde 2013 han emprendido bloqueos en carreteras, paro de clases, tomas de aeropuertos y desalojos en dependencias estatales para mostrar su resistencia al modelo gubernamental que acusan de laboral y punitivo. Su principal demanda ha sido abrogar la reforma. Aunque no lo han logrado, ayer las autoridades educativas anunciaron una serie de medidas que replantean la forma en que habían sido evaluados los docentes. Silvia Schmelkes, la titular del instituto que se ha encargado de instrumentar la legislación, dio a conocer que el nuevo modelo se reduce de cuatro a tres etapas y enfatiza el “acompañamiento al docente antes, durante y después de la evaluación”.
En la evaluación de 2015 se detectaron problemas que era necesario atender, dijo el instituto. “El replanteamiento que el INEE formula recupera las fortalezas del modelo aplicado, a la vez que es sensible a diversas inquietudes y propuestas expresadas por los docentes y otros actores”, se explicó través de un comunicado. El nuevo diseño propuesto por la instancia reduce el número de preguntas en la prueba estandarizada a la mitad y se brinda la opción múltiple. Aunque la evaluación será sólo obligatoria para quienes la hayan reprobado, también la podrán realizar voluntariamente quienes aspiren a obtener reconocimientos, promociones en el servicio o incentivos.




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  Replantea el INEE el modelo de evaluación del desempeño profesional docente para 2017

En noviembre del año pasado los exámenes a los maestros se realizaron bajo el resguardo policial ante la amenaza de un boicot por parte de la CNTE. En Oaxaca, por ejemplo, unos 5.000 policías resguardaron la sede donde se concentrarían los profesores para presentar sus pruebas. En Veracruz, diversos maestros resultaron heridos por policías al intentar bloquear el lugar donde se reunirían los docentes. Este año no habrá una sede fija y la mayor parte de la evaluación se realizará en el contexto de la escuela, dijo Schmelkes.
El punto más álgido entre los profesores disidentes y la administración federal se vivió el pasado 19 de junio en Nochixtlán, una comunidad de Oaxaca. Ahí un confuso desalojo encabezado por la Policía Federal en una autopista dejó nueve muertos y un centenar de heridos. Tras la batalla campal la Secretaría de Gobernación (Interior), anunció que su titular Miguel Ángel Osorio Chong, se reuniría con los maestros para restablecer el diálogo y "escuchar los razonamientos de dicha organización". Casi un mes después de la matanza de Nochixtlán se abrió una puerta para debatir el modelo educativo. El 12 de julio tras una reunión de cuatro horas con líderes de la coordinadora, Osorio Chong anunció que habían llegado a un acuerdo general con la CNTE que consistía en instalar tres mesas de trabajo: una política, otra educativa y una más con carácter social. Una semana después, en una de las mesas, los maestros entregaron su propuesta de modelo educativo y días después el diálogo se interrumpió.
En el inicio del ciclo escolar 2016-2017 el pasado lunes una gran parte de los maestros de Oaxaca., Guerrero y Chiapas no volvieron a clases. La Secretaría de Educación anunció que alistaban las sanciones para 44.486 docentes que no acudieron a laborar a las aulas. El presidente Enrique Peña Nieto la ha advertido a la CNTE: "Primero educación, después diálogo".